"Deixa,deixa,deixa, eu falar o que penso dessa vida,preciso demais desabafar." Hoje me atenho a primeira estrofe desta composição de Marcelo D2.
Precisamos falar das desigualdades,das oportunidades discrepantes que nos cercam em nosso dia-dia.
As coisas vem com facilidade para uns enquanto que para outros tarda a chegar.
Vestir marcas não encobre a essência do ser humano. A roupa cara que você usa não te faz melhor do que você é, nem por sonho. O ser humano é nome, não aparência.Carregamos sobrenome e não grifes "famosas". A quem você atende?Ana, Luzia, José,Pedro ou Zoomp, Arezzo, Coca-Cola...
Somos nome, não tem jeito, e se assim não formos, deixamos de ser quem representamos quando nos despimos, passamos a vagar sem sombra na escuridão do nosso quarto, e jamais as coisas ficaram claras.
Precisamos assumir o que somos e até nessa hora é preciso ter dignidade. É preciso ser digno até no errar, caso contrário permanecerar-se-a de cabeça baixa... eternamente.
Erre, mais sendo você. É muito mais bonito.
Não aponte no outro supostos erros que em você saltam a cara. Não ignorre os seus erros por julgá-los "saudáveis" se comparados aos dos demais.
As necessidades dos seres humanos são as mesmas, se você mascara as suas, ou simplismente fingi que elas não existem, o problema é seu puramente. Só não venha me pedir para refletir as suas atitudes, não sou espelho e hajo da maneira que acredito.
Certa ou errada, sou eu.
Não uso máscaras coloridas;
Não sorrio, quando quero chorar;
Não finjo "não ver" as coisas;
Não trato bem o outro por ter o carro do ano (ou achar que tem);
Não apresento-me como quem não sou.
Aprenda a ver as coisas como elas realmente são. É bem mais fácil.
Comece sendo você. Apresente-se a você mesmo (a), vá até o espelho e tente.Isso não é tão assustador, basta lembrar que a vida não é linear, é ciclíca.
Tente fazer algo que vá além do que você já domina, caso contrário você nunca crescerá.